O que sustenta empresas de alta performance? Uma conversa sobre gestão, inovação e negócios
Muito se fala sobre inovação, transformação digital e inteligência artificial. Mas, na prática, o que faz uma empresa evoluir não é a tecnologia isoladamente, e sim a capacidade de conectar pessoas, processos e negócios. Esse foi um dos principais temas da conversa entre nosso diretor de Negócios e Marketing, Donald Reis, o Diretor de Operações e Financeiro, Ricardo Conte, e o Diretor Executivo, Eduardo Boff, no Podcast do Grupo Constat.
Durante o episódio, os executivos compartilham experiências acumuladas ao longo de mais de três décadas acompanhando as mudanças do mercado, desde os primeiros movimentos de modernização tecnológica nas empresas brasileiras até os desafios atuais envolvendo automação, dados, inteligência artificial e gestão de serviços.
A conversa também apresenta uma visão interessante sobre como muitas das soluções desenvolvidas pelo Grupo Constat surgiram a partir de necessidades reais dos próprios clientes. Temas como BPO, Business Intelligence, automação predial e industrial, centrais de serviços, segurança, atendimento corporativo e Centros de Serviços Compartilhados são abordados sob a ótica de quem vive diariamente a operação e a busca por eficiência.
Outro destaque é a trajetória da Qualitor, que nasceu para resolver desafios de gestão e atendimento e evoluiu para uma plataforma capaz de apoiar processos complexos em áreas como TI, RH, Facilities, Jurídico, Financeiro e diversas outras estruturas corporativas.
Mais do que apresentar soluções, o episódio de estreia do Podcast do Grupo Constat traz reflexões sobre um tema cada vez mais atual: empresas não crescem apenas por adotarem novas tecnologias. Elas crescem quando conseguem transformar informação em decisão, processos em resultados e conhecimento em valor para clientes e colaboradores.
Se você se interessa por gestão, tecnologia, atendimento, processos de negócio e os rumos da transformação digital, vale a pena acompanhar essa conversa completa.

Você sabia
Sabia que a falta de processos estruturados pode consumir uma parcela significativa da produtividade das empresas?
Estudos da McKinsey indicam que profissionais gastam, em média, cerca de 1,8 hora por dia procurando informações, acompanhando solicitações ou tentando localizar dados necessários para executar suas atividades. Isso representa aproximadamente 20% da jornada de trabalho.
Ao mesmo tempo, pesquisas da Deloitte mostram que iniciativas de Centros de Serviços Compartilhados (CSCs) e gestão estruturada de processos têm entre seus principais benefícios a padronização das operações, o aumento da eficiência e a redução de custos, tornando as organizações mais ágeis e preparadas para crescer.
Por isso, cada vez mais empresas investem na centralização de serviços, automação e gestão de atendimento: não apenas para adotar novas tecnologias, mas para eliminar retrabalho, dar visibilidade aos processos e melhorar a experiência de colaboradores e clientes.

Por que ainda associamos envelhecimento a declínio?
Vivemos mais do que qualquer geração anterior. Os avanços da medicina, da ciência e da tecnologia ampliaram a expectativa de vida em praticamente todos os países. Ainda assim, quando falamos sobre envelhecimento, grande parte das narrativas continua associada a essa fase da vida a perdas, limitações e declínio. Mas será que essa visão ainda faz sentido em uma sociedade que caminha para ter milhões de centenários?
Em seu artigo publicado no portal Viva, Emilio Umeoka propõe uma reflexão importante sobre a forma como enxergamos a longevidade. Segundo ele, o etarismo continua presente de maneira silenciosa e institucionalizada, reforçando estereótipos que colocam pessoas mais velhas em posições secundárias ou associadas à fragilidade e à obsolescência.
O autor resgata teorias clássicas que ajudaram a consolidar essa percepção, como a Teoria do Desengajamento, que defendia o afastamento gradual dos indivíduos mais velhos da vida social, e a Teoria da Modernização, que associava o avanço tecnológico à perda de relevância social da população idosa. Embora influentes em seu tempo, essas abordagens já não refletem a realidade contemporânea.
Em contraponto, Umeoka destaca a Teoria da Continuidade, desenvolvida por Robert Atchley, segundo a qual o envelhecimento não representa uma ruptura, mas uma extensão natural das experiências, valores e aprendizados acumulados ao longo da vida. A longevidade passa a ser entendida como continuidade, adaptação e reinvenção.
Essa visão é reforçada por estudos contemporâneos sobre o desenvolvimento humano, que mostram que aprendizagem, adaptação e crescimento podem ocorrer em todas as fases da vida. Em vez de enxergar a maturidade como estagnação, a nova longevidade a reconhece como uma etapa de potencial produtivo, social e intelectual.
Outro ponto relevante abordado pelo autor é o crescimento da chamada Silver Economy. Estimativas apontam que pessoas com mais de 60 anos movimentarão mais de US$ 15 trilhões em atividade econômica até 2050. No Brasil, esse grupo já responde por uma parcela significativa da economia, demonstrando que envelhecimento e produtividade não são conceitos opostos.
Para Umeoka, a aposentadoria deixa de ser o encerramento de uma trajetória e passa a representar uma transição para novos ciclos de aprendizado, trabalho, empreendedorismo e contribuição social. O desafio não está apenas em viver mais, mas em construir estruturas sociais, econômicas e culturais preparadas para uma população que viverá cada vez mais tempo.
A grande mensagem é clara: o envelhecimento não deve ser visto como um problema a ser combatido, mas como uma oportunidade de repensar a forma como aprendemos, trabalhamos, convivemos e construímos significado ao longo da vida. Afinal, a longevidade deixou de ser uma exceção. Ela é, cada vez mais, o futuro de todos nós.
Sobre o autor
Emilio Umeoka é embaixador do Stanford Center on Longevity, onde atua na interseção entre longevidade, trabalho, inclusão e transformação social. É também Venture Partner da Synapse VC e fellow do Stanford Distinguished Careers Institute. Com uma carreira internacional de destaque no setor de tecnologia, foi executivo da Apple, onde atuou como Vice-Presidente de Enterprise Sales, além de ter ocupado posições de liderança global na Microsoft. Atualmente, dedica-se ao estudo da longevidade, da economia prateada e das transformações necessárias para uma sociedade preparada para vidas mais longas, saudáveis e produtivas.

Pausa produtiva
A busca constante por produtividade é importante, mas dar uma parada também. Estudos mostram que pequenas pausas ao longo da jornada ajudam a reduzir a fadiga mental, melhorar a concentração e aumentar a qualidade das decisões.
Uma prática simples é a regra 50-10: a cada 50 minutos de trabalho focado, reserve 10 minutos para levantar, caminhar, alongar-se ou simplesmente descansar a mente.
Em um cenário onde a tecnologia acelera cada vez mais o ritmo das atividades, cuidar da energia e da atenção tornou-se tão importante quanto gerenciar processos e ferramentas.

Dica de Série: Ruptura (Severance)
Imagine separar completamente sua vida profissional da vida pessoal. Em Ruptura, funcionários de uma misteriosa empresa passam por um procedimento que divide suas memórias entre trabalho e vida fora do escritório. O que parece uma solução perfeita logo revela segredos inquietantes, questionando identidade, liberdade e controle corporativo.
Com uma narrativa envolvente, visual impecável e um clima constante de suspense, a série prende a atenção do início ao fim. Produzida por Ben Stiller e estrelada por Adam Scott, Ruptura é uma das produções mais elogiadas dos últimos anos. Inteligente, provocativa e cheia de reviravoltas, é uma excelente escolha para quem gosta de ficção científica, mistério e reflexões sobre o mundo do trabalho.
Uma série que faz pensar muito depois dos créditos finais.

Como fica o tempo nos próximos dias?
O fim de semana deve ser marcado por temperaturas típicas de inverno em Porto Alegre e região metropolitana, com predomínio de muitas nuvens e sensação de frio, especialmente durante as manhãs e à noite.
No sábado, há possibilidade de chuva fraca nas primeiras horas do dia, mas o tempo melhora à tarde, com temperaturas entre 13°C e 17°C.
Já no domingo, o cenário será de tempo mais estável. Os termômetros devem marcar mínimas próximas de 11°C e máximas em torno de 18°C. Os ventos do quadrante sul contribuem para uma sensação térmica mais baixa, especialmente em áreas abertas e próximas ao Guaíba.
Veja a previsão do tempo para sua cidade aqui.







